Grupos de Trabalho

Os Grupos de Trabalho da Febraban são instâncias permanentes de articulação técnica, compostas exclusivamente por representantes dos bancos associados à entidade. Eles atuam sob a coordenação da Comissão de Responsabilidade Social e Sustentabilidade e contam com uma governança estruturada. Têm, como objetivo, apoiar o desenvolvimento de soluções, recomendações e instrumentos que fortaleçam a agenda de sustentabilidade no setor bancário brasileiro.

Em articulação com a academia, organizações setoriais, reguladores e outras instituições promotoras da sustentabilidade, os Grupos de Trabalho dedicam-se a temas como gestão de riscos sociais, ambientais e climáticos, desenvolvimento das finanças sustentáveis e promoção da diversidade e inclusão. Como resultado desse trabalho colaborativo, foram desenvolvidas ferramentas, guias e estudos técnicos que contribuem para a disseminação de conceitos e para o fortalecimento das finanças sustentáveis.

Conheça os Grupos de Trabalho em Sustentabilidade da Febraban

Desmatamento

Tem como objetivo apoiar o setor bancário na prevenção e no combate ao desmatamento ilegal nas operações de financiamento. O grupo atua na construção de compromissos setoriais, no desenvolvimento de uma política de referência e na definição de critérios e ferramentas para o financiamento de cadeias com maior risco de desmatamento. Também trabalha na criação de indicadores de monitoramento e na definição de formas de divulgação de resultados, contribuindo para maior transparência e efetividade das ações do setor.

 

Implementação SARB 026/2023

Apoia os bancos na implementação da SARB 026/2023, norma que trata da gestão de riscos relacionados ao desmatamento ilegal na cadeia da carne bovina. O grupo atua no compartilhamento de orientações e boas práticas, contribuindo para que as instituições financeiras incorporem de forma consistente esses critérios em seus processos de análise e gestão de risco.

 

Emissões Financiadas

Apoia os bancos na mensuração e divulgação das emissões de gases de efeito estufa associadas às suas atividades de financiamento. O grupo promove discussões sobre metodologias e práticas de cálculo dessas emissões, contribuindo para o aumento da transparência e o fortalecimento da agenda de sustentabilidade no setor. Além disso, seus trabalhos subsidiam a atualização do guia do setor voltado à mensuração de emissões de gases de efeito estufa no sistema bancário.

 

IFRS S1 e S2

Apoia os bancos na compreensão e implementação das novas normas internacionais de reporte de sustentabilidade. Inicialmente, o grupo promove discussões para alinhar o entendimento sobre os principais conceitos e requisitos dessas normas. A partir desse processo, busca desenvolver um guia de boas práticas que auxilie as instituições financeiras em sua aplicação. À medida que as discussões evoluem, novas iniciativas podem ser incorporadas para apoiar o setor nesse processo de adaptação.

 

Taxonomia Sustentável

Tem como objetivo apoiar o desenvolvimento e o aprimoramento de classificações que orientam a identificação de atividades econômicas sustentáveis. O grupo promove discussões sobre a Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB) e também sobre o aperfeiçoamento da taxonomia da Febraban, contribuindo para maior clareza, consistência e comparabilidade na classificação de iniciativas sustentáveis no setor bancário.

 

Mercado de Carbono

Tem como objetivo apoiar o posicionamento da Febraban sobre o desenvolvimento do mercado de carbono no Brasil. O grupo discute aspectos institucionais, legais e regulatórios, contribuindo para a construção de um mercado regulado que seja seguro do ponto de vista jurídico e operacional. Além disso, acompanha e promove o fortalecimento do mercado voluntário de carbono, com foco em transparência, integridade e credibilidade.

 

Base de Perdas

Tem como objetivo aprimorar a forma como os bancos identificam e avaliam riscos sociais, ambientais e climáticos nas operações de crédito. Sua atuação está voltada ao desenvolvimento de critérios e mecanismos que apoiem o monitoramento de clientes já identificados em bases de risco, contribuindo para uma gestão mais robusta e preventiva. O trabalho também complementa as diretrizes do setor para o registro de perdas associadas a danos sociais, ambientais e climáticos, fortalecendo a capacidade das instituições financeiras de mensurar e gerir esses impactos.