Taxonomia Verde
Desde 2015,o setor bancário utiliza a “Taxonomia Verde da Febraban”, metodologia que classifica atividades econômicas com base em sua contribuição para a sustentabilidade e exposição a riscos ambientais, seguindo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).
Em 2019, a Febraban revisou essa metodologia, incorporando dados fornecidos pelo Banco Central do Brasil (BCB) por meio do Sistema de Informações de Crédito (SCR). Esta atualização possibilitou uma análise mais abrangente do crédito concedido pelo sistema bancário brasileiro às pessoas jurídicas. A taxonomia da Febraban vigente utiliza três modalidades para caracterizar as atividades financeiras do setor bancário:
Economia Verde
Exposição às Mudanças Climáticas
Exposição ao Risco ambiental
Estas modalidades permitem que as instituições financeiras tenham uma visão e recorte de suas carteiras de acordo com sua contribuição para a sustentabilidade e/ou grau de exposição aos riscos ambientais e climáticos.
Qualificação das linhas para agricultura sustentável e energia renovável
A Taxonomia Verde da Febraban também inclui, de maneira complementar, linhas e programas de financiamento federais para agricultura sustentável e energia renovável. Isso inclui o crédito rural, fundos constitucionais e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Nestes casos, como estas linhas e programas contam com critérios socioambientais predefinidos para delimitar os itens financiáveis, é possível identificar se os recursos disponibilizados se enquadram como “Economia Verde”. Ademais, é possível mensurar o montante de recursos financeiros destinado a pessoas físicas (PF) no crédito rural.
Antes de sua aprovação, a Taxonomia Verde foi submetida a consulta pública, acompanhada de um webinar aberto, realizado em novembro de 2020, para apresentação da nova classificação. Com essa revisão, a Febraban reforça seu compromisso em apoiar a transição para uma economia verde, ao mesmo tempo em que contribui para o aprimoramento da gestão de riscos socioambientais e climáticos nas carteiras das instituições financeiras.
Em 2026, a Febraban está em fase de concluir um novo ciclo de aperfeiçoamento da Taxonomia Verde, com o objetivo de redefinir categorias e critérios para que reflitam de forma mais acurada as especificidades e o contexto brasileiro. A revisão da Taxonomia Febraban ocorre em paralelo e em linha com a implementação da Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB), iniciativa do Governo Federal no âmbito do Plano de Transformação Ecológica.