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Carteira de crédito livre para pessoa física deve manter ritmo de crescimento, revela pesquisa

Quase 90% dos bancos consultados em levantamento da FEBRABAN também acreditam que Copom fará outra redução de 0,5 ponto percentual na taxa Selic na próxima reunião do Comitê

 

Os bancos estão otimistas com relação ao desempenho de médio prazo da carteira de crédito livre à pessoa física em 2020. Para 64,7% dos participantes da Pesquisa FEBRABAN de Economia Bancária e Expectativas, essa modalidade de crédito, na qual não há direcionamento obrigatório para os recursos, deve manter o atual ritmo de crescimento (de 15%), enquanto para 29,4% dos entrevistados, a expectativa é que a expansão da carteira siga em aceleração.

O levantamento foi feito com 18 bancos entre 25 de setembro e 1º de outubro, e tem o objetivo de captar as percepções dos participantes sobre a última ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e projeções sobre o mercado de crédito. A pesquisa é realizada a cada 45 dias, logo após a divulgação da última reunião do Copom.

O segmento de crédito livre segue crescendo de forma significativa, com expansão de 12% em 12 meses em agosto, mesmo com a lenta recuperação da economia. O movimento tem sido liderado pelo crédito à pessoa física, cuja expansão atingiu 15%, a maior taxa desde novembro de 2011.

Vários motivos foram citados pelos participantes para justificar as estimativas como: perspectiva de maior crescimento econômico, redução da taxa de juros, liberação de recursos do FGTS e PIS/Pasep, maior geração de empregos com carteira assinada, e a melhora do ambiente regulatório do setor financeiro.

Para este ano, os participantes projetam uma expansão de 13,5% da carteira de crédito livre à pessoa física ante 12,7% estimados no levantamento anterior. A melhora foi observada tanto na projeção para o crescimento da carteira de crédito para aquisição de veículos (de 14,9% para 15,8%), assim como para o crédito pessoal (de 11,3% para 12,2%).

Em relação à condução da política monetária, a grande maioria dos participantes (88,9%) acredita que o Copom fará outra redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião dos dias 29 e 30 de outubro, o que levaria a taxa Selic para 5% ao ano.

Quando questionados sobre o fim do atual ciclo de cortes, a maioria dos bancos (83,3%) acredita que há espaço para que a Selic fique abaixo dos 5% devido às expectativas de inflação em torno ou até abaixo da meta, elevada ociosidade da economia e pela queda de juros no cenário internacional.

A íntegra da Pesquisa FEBRABAN de Economia Bancária e Expectativas pode ser acessada neste link.

 

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