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Tecnologia transforma agronegócio e facilita acesso ao crédito bancário

Bancos investem em ferramentas digitais e usam big data, analytics e inteligência artificial para simplificar financiamentos e operações de apoio ao negócio no campo

 

Um novo item entrou na lista dos fatores que garantem o protagonismo assumido pelo agronegócio na economia brasileira: o emprego intensivo de novas tecnologias digitais pelos bancos, na expansão e diversificação do crédito rural. Ao lado das condições favoráveis de clima e solo, e da adoção em larga escala de tecnologias de precisão, gerenciamento de informações por meio de GPS e drones para monitorar o desenvolvimento da plantação, os agricultores passaram a dispor, nos últimos anos, de soluções inovadoras ligadas ao planejamento financeiro e ao crédito no setor.

O assunto é tema de duas reportagens da 82ª edição da revista CIAB FEBRABAN, que será divulgada na próxima semana no site www.ciab.com.br. O agronegócio responde hoje por cerca de 25% da atividade econômica do Brasil — PIB de R$ 1,4 trilhão em 2018 — e pela geração de mais de 19 milhões de empregos diretos.  Para os próximos anos, as perspectivas são mais promissoras, já que os produtores rurais devem estar entre os principais beneficiados pelo acordo comercial assinado em junho entre o Mercosul e a União Europeia.

“As novas tecnologias não só facilitam a contratação de financiamento, mas também ajudam o banco a mitigar riscos no crédito agrícola”, ressalta Marco Tulio Moraes da Costa, diretor de Agronegócio do Banco do Brasil. A instituição, um dos maiores fomentadores do agronegócio do país, com R$ 103 bilhões previstos para a safra 2019/2020, desenvolveu uma gama de soluções digitais, entre eles o  Agrobot, aplicativo baseado em inteligência artificial que ajuda na tomada de decisões de negócios; e o Custeio Digital, disponível no aplicativo do BB, que permite ao produtor rural encaminhar ao banco o pedido de crédito agrícola de onde estiver e a qualquer hora do dia, usando um smartphone.

Operações de backoffice

O crescimento das contratações de crédito agrícola nos últimos anos fez com que as instituições financeiras expandissem as plataformas digitais também para o backoffice, ou seja, as operações de apoio ao negócio, usando ferramentas que combinam big data, analytics e inteligência artificial.

O Bradesco, cuja carteira de crédito agrícola neste ano deve totalizar cerca de R$ 30 bilhões, utiliza big data para a avaliação de crédito, por exemplo. Para Roberto França, diretor de Agronegócios do banco, essa estratégia possibilita maior eficácia do banco na adequação das ofertas de crédito. “Já para as ações comerciais e estratégicas, utilizamos BI/analytics (a combinação do plano de negócios com a análise de dados), que é uma ferramenta importante para a identificação e abordagem ao cliente”, explica.

O Santander opera com ferramentas de analytics, inteligência artificial, entre outras, e tem como seu sistema âncora para o agronegócio uma plataforma em nuvem de terceiro, adaptada com as especificações do banco. A plataforma reúne o cadastro de todas as propriedades rurais que já obtiveram financiamento, e está integrada ao Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR), do Ministério do Meio Ambiente, que traz informações de fazendas e produtores rurais.  “Com isso, podemos cotejar os dados fornecidos pelo produtor com a base do CAR para verificar se a propriedade está em compliance com as leis ambientais”, explica Carlos Aguiar, diretor de Agronegócios do Santander.

Hackathon CIAB FEBRABAN

Prova de que o tema está no radar dos bancos e instituições financeiras é que um projeto de plataforma que facilita o contato e a troca de informações, por meio de desktops e celulares, entre pequenos produtores, agrônomos e bancos foi o vencedor do 3º Hackathon realizado durante o CIAB FEBRABAN 2019, maior evento de TI para o setor financeiro da América Latina. A solução ainda permite a coleta e divulgação de informações sobre o plantio e condições climáticas da região.

O projeto, intitulado Linko, foi elaborado por Renato Rodrigues, engenheiro de produção, com dois estudantes com quem trabalha na empresa Milênio Bus, onde é CEO: Willian Rodrigues Chan, de 21 anos, estudante de engenharia de computação no Instituto Mauá de Tecnologia, e Lucas Simões da Silva, de 20 anos.

“Queremos melhorar a experiência digital de clientes rurais de pequeno porte por meio de um site, conectando agricultores, agrônomos e bancos, para facilitar o processo de documentação de terras e bens do agricultor e aprimorar o match entre os participantes”, afirma Renato Rodrigues. “A verdade é que o pequeno agricultor pode fazer a economia girar por meio do celular, e isso impacta os seus filhos, que passam a vislumbrar oportunidades.”

 

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