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Estudos sobre tecnologia nos bancos vencem 10º Prêmio INFI-FEBRABAN de Economia Bancária

O uso de tecnologia para prever possíveis crises financeiras, a utilização do mobile banking no mercado de jovens e o impacto dos intermediários financeiros na volatilidade do crescimento econômico dos Estados brasileiros foram os temas dos trabalhos vencedores da 10ª edição do Prêmio INFI-FEBRABAN de Economia Bancária, entregue na última segunda-feira (24) durante evento em São Paulo, e que distribuiu R$ 50 mil em prêmios aos ganhadores.

Nesta edição, o Prêmio INFI-FEBRABAN de Economia Bancária teve mais de 60 trabalhos inscritos em três categorias: a de dissertações, teses e artigos acadêmicos; a de monografias; e a categoria especial, que, neste ano, teve como tema “as inovações da era digital e seus impactos sobre o setor financeiro”.

“O Prêmio INFI-FEBRABAN nasceu da constatação de que, comparada com a importância do setor bancário para a economia e para o desenvolvimento do país, a produção de trabalhos na área de economia bancária no Brasil ainda é muito modesta”, afirmou Isaac Sidney, vice-presidente executivo da FEBRABAN, que fez o discurso de abertura da cerimônia de premiação. “Os trabalhos apresentados trouxeram contribuição para o debate e conhecimento sobre o setor, abordando temas relevantes e atuais, como o crédito bancário; taxas de juros e spreads; impactos da regulação na atividade bancária; entre outros.” 

O vencedor da Categoria A foi o trabalho “É possível prever crises financeiras a tempo?  Early Warning System para distress bancário no Brasil com logit e machine learning”, dos autores Jorge Henrique de Frias Barbosa, Herbert Kimura e Paulo Alexandre Ribeiro Cortez. Os vencedores receberão R$ 20 mil.

O early warning system é um sistema de alerta antecipado adotado por bancos centrais, organismos internacionais e instituições financeiras para mitigar crises, que podem causar custos enormes para a economia de um país, com impactos capazes de se alastrar a outras nações.

O ensaio premiado explora o uso de modelos de machine learning com o propósito de melhorar a capacidade de previsão dos indicadores antecedentes de crises bancárias no Brasil. A tecnologia pode ser usada para estudar e explorar algoritmos que podem aprender com seus erros e ainda fazer previsão sobre dados, a chamada análise preditiva.

Na categoria B, em que foram avaliadas monografias de graduação, dois ensaios foram premiados. Na primeira colocação e com prêmio de R$ 10 mil ganhou o trabalho intitulado “O impacto dos intermediários financeiros na volatilidade do crescimento econômico dos Estados brasileiros”. O estudo revelou que diante de choqueis reais, os intermediários financeiros atuam para absorver a volatilidade do crescimento econômico, enquanto que os impactos estimados do sistema financeiro sobre os choques monetários não foram estaticamente significativos.

Marcos Antônio da Silva, segundo premiado desta categoria, estudou os impactos da crise do subprime nos sistemas bancários do Brasil e de países selecionados da zona do euro. O vencedor, que ganhou R$ 5 mil, apresentou as especificidades da atividade bancária de cada país, e como suas peculiaridades influenciaram os efeitos da crise. Pesquisou, também, as mudanças na estrutura regulatória e de supervisão bancária pós-crise.

Nesta edição do prêmio, a categoria especial tinha o objetivo premiar pesquisa com foco nas inovações da era digital e seus impactos sobre o setor financeiro. Monique Wagner de Souza e Rafael Tezza são os autores do trabalho vencedor intitulado “Mensuração do risco percebido no uso do m-banking no mercado de jovens, utilizando a teoria da resposta ao item”.

O trabalho mostra teoria que capta aspectos psicológicos e comportamentais dos usuários jovens e mensurou o risco percebido por estes usuários ao utilizarem o mobile banking, com foco nos riscos de desempenho e privacidade. Os resultados mostraram que, no Brasil, ainda há espaço para as instituições financeiras melhorarem a percepção que estes usuários têm sobre estes serviços.

“O prêmio possibilita que estudiosos e pesquisadores tenham a oportunidade de expor suas ideias e opiniões para a comunidade financeira e a sociedade em geral, ampliando as discussões sobre temas relevantes da economia e do país”, afirma Rubens Sardenberg, diretor de Regulação Prudencial, Riscos e Economia da FEBRABAN.

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