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FEBRABAN lança modelo para análise de projetos de energia solar

Um projeto pioneiro patrocinado pela FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos vai permitir ao Brasil superar um dos principais obstáculos ao financiamento de projetos de energia solar fotovoltaica em geração distribuída no país. O potencial expressivo do mercado brasileiro de energia solar e a importância de apoiar o desenvolvimento de fontes alternativas de eletricidade levaram a instituição a promover uma pesquisa iniciada em junho do ano passado e concluída este mês, que culminou na criação de um modelo de análise de risco integrada, a ser recomendado aos bancos para financiamento de projetos de energia solar fotovoltaica.
       
Os especialistas constataram que o principal gargalo para a concessão de financiamento de projetos desta natureza era a falta de um modelo de análise brasileiro que também levasse em consideração o risco técnico e de performance das usinas de energia solar a serem construídas e postas em funcionamento. A metodologia utilizada atualmente usa como base para avaliação apenas o risco de crédito do cliente, o que dificulta o financiamento de projetos com grande viabilidade sobre os quais ainda não havia informação suficiente.

De acordo com dados da Bloomberg News Energy Finance (BNEF) e de entidades ligadas ao setor, o Brasil possui irradiação solar anual de cerca de 1.500 a 2.400 KWh por metro quadrado. Ou seja, a menor irradiação brasileira é cerca de 20% maior que a maior irradiação da Alemanha, líder mundial em energia solar e cuja produção de energia solar representou 1/3 do total gerado globalmente pela fonte em 2014. 

Para enfrentar a dificuldade de financiamento aos projetos de energia solar no país, a FEBRABAN, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), criou um modelo de análise capaz de considerar tanto o risco do projeto (payback e garantias técnicas e financeiras) quanto o perfil de quem solicita o crédito.

O novo modelo deve facilitar a análise e aprovação do financiamento para projetos de energia solar fotovoltaica, ao estabelecer novos padrões consistentes de avaliação, não só dos projetos, mas também de toda a metodologia de acompanhamento. “Fizemos um ordenamento do mercado com o desenvolvimento de padrões para os projetos, processos de certificação e avaliação técnica e definição de alguns públicos alvo”, detalha Mario Sérgio Vasconcelos, diretor de Relações Institucionais da FEBRABAN. 

A iniciativa prevê a participação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que deverá certificar os fornecedores e implementadores que podem ser contratados, a partir de uma lista de requerimentos elaborada pela FEBRABAN e a própria ABNT.    
 
Oito bancos demostraram interesse em aplicar o modelo em caráter de teste. O BID selecionou alguns projetos e deverá encaminhá-los às instituições até o final de junho. Esse piloto deverá ser finalizado em setembro. Caso se comprovem os resultados positivos, o modelo será oferecido para uso em todo o mercado. 


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