Informativo Semanal de Economia Bancária
09/03/2026
Veja os destaques do Informativo Semanal de Economia Bancária (ISEB) da Febraban, com o economista Luiz Castelli.
O IBGE informou que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu apenas 0,1% no quarto trimestre de 2025, em linha com o esperado. O resultado reforçou os sinais de desaceleração mais significativa da atividade a partir do segundo semestre, respondendo aos efeitos da política monetária restritiva. Com isso, a economia cresceu 2,3% em 2025 (após alta de 3,4% em 2024), sustentada pelo setor Agropecuário e pela Extrativa Mineral.
Os dados de emprego seguem indicando alguma resiliência do mercado de trabalho, mesmo em um contexto de desaceleração da atividade econômica. Na série com ajuste sazonal, a taxa de desocupação permaneceu estável em 5,4%. Já o Caged apontou geração de líquida de 112,3 mil postos formais, superando a expectativa (+95 mil), mas abaixo do observado em jan/25 (+154,4 mil).
Na semana, destaque para o resultado do IPCA de fevereiro, que deve ajudar os agentes a calibrarem a magnitude da queda da taxa Selic na reunião do Copom na próxima semana. O mercado atribuía alta probabilidade (cerca de 80%) para um corte de 0,5 ponto percentual. Contudo, a decepção com o IPCA-15, aliado ao aumento recente do preço do petróleo e do dólar, em função da guerra no Irã, reduziram a convicção dos agentes em torno de tal cenário, levando o mercado praticamente a se dividir quanto à possibilidade de um corte de apenas 0,25 ponto percentual.
No cenário internacional, os agentes seguem atentos aos desdobramentos do conflito entre os EUA/Israel e Irã. O interesse segue voltado, especialmente para o mercado de petróleo, cujo preço do barril ultrapassou a marca de US$ 100 (tipo Brent) nesta segunda.
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