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30/04/2018

Bancos brasileiros desenvolvem projetos com blockchain

Tecnologia que chama a atenção por seu grande potencial para a criação de serviços financeiros mais eficientes e seguros, o blockchain já começa a ser testado e aplicado em alguns projetos por instituições financeiras brasileiras, que vão desde a transferência de dinheiro entre pessoas de maneira simplificada até garantias em operações com derivativos.

O assunto é um dos destaques da edição 74 da revista CIAB FEBRABAN, que será divulgada na próxima quinta (3).

O blockchain é uma espécie de livro contábil virtual, onde os dados registrados são compartilhados e distribuídos entre as partes envolvidas, e ficam gravados em múltiplos lugares. Tem grande potencial disruptivo, já que usa mecanismos de criptografia e sistemas distribuídos tolerantes a falhas para criar confiança entre elementos (computadores, pessoas, empresas etc.).

O blockchain surgiu por volta de 2008. É uma tecnologia criada por uma ou mais pessoas (sob o pseudônimo de Satoshi Nakamoto) para resolver um problema até então insolúvel das moedas digitais: como garantir que uma pessoa não gaste duas vezes a mesma moeda digital em um universo sem uma terceira parte confiável? O blockchain é a solução tecnológica que viabilizou a existência do bitcoin.

Os primeiros resultados da aplicação da tecnologia já começaram a aparecer dentro dos bancos. O Santander anunciou em abril o serviço One Pay FX, que usa o blockchain para fazer transferências internacionais entre pessoas físicas. Por enquanto, a novidade funciona apenas em alguns países, mas o Brasil está nesse grupo. “Clientes do Reino Unido podem usar o One Pay para transferir moeda pela Europa e para os Estados Unidos. Na Espanha, clientes podem transferir para o Reino Unido e os EUA, enquanto os consumidores do Brasil e da Polônia podem transferir para o Reino Unido”, disse Ana Botín, presidente mundial do Grupo Santander.

No Brasil, o Itaú Unibanco foi a primeira instituição financeira a usar o blockchain em um dos seus processos. Anunciado em fevereiro, o Blockchain Collateral surgiu para substituir a forma como eram registradas as negociações de garantias feitas entre os bancos nas operações de balcão derivativos. “O blockchain, em si, não é o produto; o produto é um derivativo de balcão que o Itaú faz com outra tesouraria de outro banco”, explica Cristiano Cagne, diretor de Operações do Itaú Unibanco.

O Bradesco participa de provas de conceito (testes práticos) com a tecnologia, mas deu um passo além, e tem feito experimentos internos de forma paralela a alguns dos processos do banco. “O blockchain, por ser uma tecnologia nova, precisa ser testado exaustivamente para vermos se tem uma performance tão boa como a de sistemas maduros que nós temos”, afirma Antranik Haroutiounian, diretor do Departamento de Pesquisa e Inovação do Bradesco. “Em termos de benefícios, ele permite fazer certas otimizações que acabam reduzindo custos

Provas de conceito e protótipos internos também têm sido feitos pelo Banco do Brasil, às vezes em aplicações não financeiras. Um dos pilotos foi a criação de uma criptomoeda, chamada flurbos, que é utilizada no Laboratório de Experimentação do BB (Labbs). Alguns funcionários recebem um patrocínio nessa moeda virtual para desenvolver projetos dentro do ambiente de inovação.

A Caixa pretende iniciar um piloto juntamente com outras instituições, em ambiente controlado, de um sistema de transferência de valores entre pessoas por meio de dispositivos móveis.

Leia a reportagem completa e conheça os detalhes dos projetos dos bancos em reportagem da edição 74 da revista CIAB FEBRABAN, que será divulgada em 3 de maio no site www.ciab.org.br.

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